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Descoberta do Índia
Segunda-feira 22/11/04 3:00 AM.
Iniciávamos mais uma expedição na procura
de um naufrágio inexplorado na costa do ES.
Depois de várias horas de navegação,
chegamos na posição aproximada. A sonda indicava mais de
50 metros de profundidade. Demoramos para definir o ponto exato, pois,
por causa do tempo de fundo limitado, queriamos evitar descidas desnecessárias.
Com vento sudoeste suave e pequena ondas, a visibilidade superava
os 25 metros, verificamos uma corrente moderada em direção
nordeste.
A 25 metros de profundidade fomos recebidos por um cardume
de olhos de boi, alguns deles enormes e passando muito perto, poucos metros
mais fundo uma cortina de xareletes.
Continuamos descendo pelo cabo da bóia para ver se
"desta vez" iríamos encontrar "alguma coisa".
Por causa da expectativa o cabo parecia ter aumentado seu comprimento,
não chegávamos nunca ao fundo.
Quando ainda faltavam 30 metros para alcançar o final
do cabo, conseguimos ver a silhueta comprida, preta, estreita e com uma
estrutura cilindrica bem definida a meia nau... parecia um submarino!
A embarcação está em posição
de navegação e inteira a partir da linha do convés
principal, quando vimos a quantidade de equipamentos soltos em cima do
convés, ao redor do navio e a docilidade dos animais que moram
lá, entendemos que ninguém tinha mergulhado antes no local.
Dois meros enormes acompanharam os primeiros minutos do nosso mergulho.
Grandes badejos, garoupas, queimados, entre outros, atrapalhavam a visão
desta peça única no fundo.
O mergulho oferece grandes satisfaçães. Depois
de anos acreditando na possibilidade de encontrar um navio intocado, foi
incrível experimentar a sensação deste privilégio
e um prazer compartilhar com os amigos da Atlantes.
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