A região de Guarapari apresenta um complexo insular que por sua localização e variedade de ecossistemas concentra uma fauna e flora recifais representativas do litoral do Estado de Espírito Santo.
A posição das Ilhas de Guarapari, inseridas em uma região de transição biogeográfica, resulta na presença de um conjunto de espécies características de regiões tropicais e subtropicais, gerando uma fauna altamente diversificada. A proximidade da plataforma continental e o fenômeno da ressurgência (movimento de águas profundas para regiões rasas), dão suporte mediante a reposição de nutrientes.
Fazem parte das “Ilhas de Guarapari” o Arquipélago das Três Ilhas, a Ilha Escalvada e as Ilhas Rasas (distantes respectivamente 3, 10 e 11 km do continente), e pelo Parreiral, um recife submerso, próximo das Três Ilhas; além dos bancos de algas calcárias e de fundos bioclásticos adjacentes.
Visando conhecer a fauna destas ilhas, foram realizados levantamentos utilizando, principalmente, mergulho autônomo. Os resultados revelaram uma grande importância bio-ecológica, atestada pela alta diversidade de organismos e pela presença de espécies raras.
Vale ressaltar que a maior diversidade de fauna de peixes das Ilhas de Guarapari foi constatada em comparações recentes com diversas localidades como os Arquipélagos dos Abrolhos e de Fernando de Noronha. Durante este estudo foi detectada a presença de espécies cuja distribuição conhecida não incluía o Espírito Santo.
Entretanto, o número de espécies de algas no litoral capixaba pode ser ainda maior, uma vez que poucos foram os estudos realizados sobre suas comunidades.
Fonte: “PROPOSTA PARA CRIAÇÃO DO PARQUE ESTADUAL MARINHO ILHAS DE GUARAPARI, ESPÍRITO SANTO”
João Luiz Gasparini (1), Sergio R. Floeter (2), Silvia Maria Gandolfi (3)
1 - Departamento de Ecologia e Recursos Naturais, UFES (gaspa.vix@zaz.com.br)
2 - Laboratório de Ciências Ambientais, UENF (floeter.vix@zaz.com.br)
3 - Departamento de Ecologia Geral, USP (smg@ib.usp.br)
Nas ilhas de Guarapari se encontra a maior biodiversidade de algas e peixes recifais do pais –reconhecido oficialmente em 1997, durante o XII Congresso Brasileiro de Ictiologia–, portanto constitui uma das melhores condições de mergulho do país.