Tartaruga-de-couro em Guarapari: encontramos a maior tartaruga do mundo
A temporada de jubartes estava começando, mas aquela não era uma saída de observação. A equipe da Atlantes fazia a navegação de uma saída de mergulho em Guarapari quando uma tartaruga-de-couro apareceu ao lado do barco. Era a maior espécie de tartaruga do planeta, um animal oceânico que pode chegar a 500 kg e mergulhar além dos 1.000 metros.
O relato foi gravado a bordo logo depois do encontro, ainda durante a navegação da saída de mergulho.
O grito veio no barco, o comandante desviou a embarcação e a tartaruga continuou o deslocamento. Foi um encontro curto e feito do jeito certo: ninguém fechou a rota do animal só para ganhar mais alguns segundos de vídeo.
+1.000 mé a profundidade que uma tartaruga-de-couro consegue superar durante um mergulho.
O registro real é rápido: a tartaruga sobe para respirar e segue ao lado da embarcação da Atlantes.
O vídeo do animal dura poucos segundos, mas entrega bastante informação. E lembra uma coisa boa sobre fazer mergulho em Guarapari: a saída tem destino e procedimento, só que o mar não recebeu a nossa programação.
O que apareceu ao lado do barco da Atlantes?
Era uma tartaruga-de-couro, Dermochelys coriacea. Também chamada de tartaruga-gigante, ela passa boa parte da vida em mar aberto e longe da costa. Ver uma na superfície já não é comum. Ver tão perto de uma embarcação numa saída de mergulho é o tipo de registro que faz biólogo voltar o vídeo e olhar de novo.
Ela não estava pedindo ajuda nem tentando chegar ao barco. Tartarugas marinhas respiram ar e precisam aparecer na superfície. A equipe reduziu o risco de colisão, deixou espaço e o animal seguiu.
Como reconhecer uma tartaruga-de-couro no mar?
O tamanho chama atenção primeiro, mas olha o dorso. Ele é escuro e não tem aquelas placas duras e bem desenhadas das outras tartarugas. No lugar delas aparecem sete linhas compridas, as quilhas, correndo pelo corpo.
As nadadeiras dianteiras podem passar de dois metros. A cabeça parece pequena para o tamanho do animal e costuma ter manchas claras. Então guarda três sinais: dorso escuro, quilhas compridas e nadadeiras enormes.
O que observar
Tartaruga-de-couro
Tartaruga-verde
Casco
Escuro, flexível e marcado por quilhas
Duro, liso e formado por placas visíveis
Tamanho
Pode chegar a 182 cm de carapaça e 500 kg
Geralmente bem menor, embora também possa passar de 1 metro
Habitat
Principalmente mar aberto
Áreas costeiras, costões e bancos de alimento
Alimentação
Águas-vivas, salpas e outros animais gelatinosos
Na fase adulta come principalmente algas e vegetação marinha
Em Guarapari
Encontro raro e geralmente de passagem
Mais provável perto dos costões e pontos de mergulho
A escala é aproximada e compara a carapaça máxima registrada com uma pessoa de 1,75 m. O animal visto em Guarapari não foi medido.
Quais são as 5 maiores curiosidades sobre a tartaruga-de-couro?
Essa é a parte em que o nome começa a fazer sentido e o tamanho deixa de ser a única surpresa. Toque em cada curiosidade para abrir.
1. O casco não é duro como o das outras tartarugas
A carapaça tem pele fina e resistente sobre milhares de pequenas placas ósseas. Essa estrutura é mais flexível e ajuda o animal a se mover em mar aberto e suportar mergulhos profundos.
2. Ela consegue mergulhar além dos 1.000 metros
A tartaruga-de-couro tem adaptações para pressão, frio e longos períodos submersa. É uma profundidade maior que a altura de muitos morros e prédios empilhados.
3. Um adulto pode pesar centenas de quilos
A ficha do Projeto Tamar informa até 182 cm de carapaça e 500 kg. Literatura técnica registra adultos acima de 900 kg. Isso não permite estimar o peso da tartaruga do vídeo, porque ela não foi medida.
4. O prato principal é água-viva
Ela come águas-vivas, salpas e outros animais gelatinosos. Papilas voltadas para trás ajudam a segurar esse alimento escorregadio. É por isso que sacolas plásticas no mar são tão perigosas: elas podem parecer comida.
5. O corpo pode ficar mais quente que a água
O tamanho, a circulação e uma camada de gordura ajudam a conservar calor. Assim ela consegue seguir alimento por águas frias onde outras tartarugas marinhas teriam dificuldade.
O tamanho assusta em foto, mas não transforma o animal em monstro. É a mesma conversa que aparece quando alguém pergunta se tem tubarão em Guarapari. A biologia costuma ser mais interessante que o medo.
Por que esse encontro em Guarapari é tão raro?
A tartaruga-de-couro passa a maior parte da vida no ambiente oceânico e pode cruzar milhares de quilômetros entre áreas de alimentação e reprodução. Ela não depende dos costões rasos onde a tartaruga-verde costuma procurar alimento.
A coincidência de calendário foi boa. A temporada de baleias jubarte em Guarapari estava começando, mas aquela navegação era de mergulho. No mesmo mar em que as jubartes passam todos os anos, uma tartaruga oceânica ameaçada cruzou a rota da equipe.
Nenhum animal selvagem é promessa. O que a Atlantes oferece é operação preparada, conhecimento local e uma equipe que sabe quando observar e quando sair do caminho.
Quais são as 5 coisas que você nunca deve fazer perto de uma tartaruga marinha?
Regra de bordo: o animal escolhe a rota
Não persiga. A tartaruga precisa seguir o deslocamento sem gastar energia fugindo do barco.
Não corte a frente. Fechar a rota aumenta o risco de colisão e aproxima o animal da hélice.
Não toque nem alimente. É um animal selvagem e o contato não ajuda.
Não entre na água atrás dela. Um encontro visto do barco não vira autorização para nadar junto.
Não prolongue a cena pelo vídeo. Registre de longe e deixe a tartaruga continuar.
Animal marinho ferido ou encalhado no Espírito Santo
O Iema orienta acionar o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 039 5005. Não tente empurrar o animal para a água nem fazer manejo por conta própria.
Se você está pesquisando o que fazer em Guarapari e gosta de vida marinha, dá para montar a viagem por camadas. Na temporada, a saída de observação de jubartes leva você para o mar aberto. Quem quer entrar na água pode começar pelo batismo de mergulho. Mergulhadores certificados podem conhecer os pontos de mergulho de Guarapari.
A tartaruga-de-couro está em extinção?
No mundo, a espécie está classificada como Vulnerável. No Brasil a situação é mais grave: Criticamente em Perigo, segundo a lista apresentada pelo ICMBio. A captura acidental na pesca oceânica, colisões, lixo plástico e perda de áreas de desova estão entre as ameaças.
Então sim, encontrar uma livre em Guarapari é motivo para comemorar. Sair da rota dela faz parte da comemoração também.
Onde ela desova no Espírito Santo?
A única área regular de desova conhecida no Brasil fica no litoral norte do Espírito Santo, perto da foz do Rio Doce. Segundo o ICMBio, a temporada reprodutiva acontece de setembro a março, com pico entre novembro e janeiro.
O vídeo não permite afirmar sexo, idade ou destino do animal visto pela Atlantes. O registro prova o que mostra: uma tartaruga-de-couro estava navegando no mar de Guarapari e cruzou com a embarcação durante uma saída de mergulho.
Está vindo para Guarapari? Escolha como você quer conhecer esse mar.
Tem saída de jubartes na temporada, batismo para a primeira experiência e mergulho nos pontos da cidade para quem já é certificado.
A tartaruga-de-couro é a maior tartaruga do mundo?
Sim. É a maior espécie de tartaruga viva e a maior tartaruga marinha. O Projeto Tamar informa até 182 cm de carapaça e 500 kg, enquanto literatura técnica registra adultos ainda maiores.
Por que ela se chama tartaruga-de-couro?
Porque a carapaça não tem grandes placas rígidas. Ela é coberta por pele resistente sobre milhares de pequenas placas ósseas.
A tartaruga-de-couro é perigosa?
Não é um animal que caça pessoas. É uma espécie selvagem de grande porte e deve ser observada à distância. O risco mais provável nesse encontro é para a própria tartaruga, em caso de colisão, hélice, rede, linha ou plástico.
A tartaruga-de-couro vive em Guarapari?
Ela vive principalmente em mar aberto e pode passar pelas águas de Guarapari durante grandes deslocamentos. O encontro não indica uma população residente perto da cidade.
O que fazer ao encontrar uma tartaruga marinha no mar?
Avise o comandante, não feche a rota, não persiga, não toque e não ofereça alimento. Se estiver ferida, presa ou encalhada no Espírito Santo, acione o Projeto de Monitoramento de Praias pelo telefone 0800 039 5005.
O que fazer em Guarapari para conhecer a vida marinha?
Na temporada, a Atlantes faz saídas de observação de baleias jubarte com biólogo a bordo. Quem nunca mergulhou pode fazer o batismo e mergulhadores certificados podem conhecer os pontos de mergulho de Guarapari.
Baleias jubarte em Guarapari: guia da temporada 2026 (e o que aprendemos no Projeto Baleia Jubarte)
As baleias jubarte passam pela costa de Guarapari todos os anos, entre julho e novembro. É a temporada de observação, quando esses gigantes de até 40 toneladas sobem da Antártida para se reproduzir nas águas quentes do Brasil e dão o maior espetáculo do mar capixaba: o salto, a batida de cauda e o borrifo que você escuta antes de ver.
Antes da temporada 2026 começar, a gente foi até o Espaço Baleia Jubarte, em Vitória, aprender com quem estuda esses animais há quase 40 anos. A Atlantes quer fazer observação de baleia do jeito certo, e o jeito certo se aprende com quem entende. Este post é o que trouxemos de lá, junto com tudo o que você precisa saber para ver baleia jubarte em Guarapari neste ano.
40 t é o peso de uma baleia jubarte adulta, que mede até 16 metros. Imagina isso saltando inteiro para fora da água, a poucos metros do barco.
Eu sou o Felipetto, diretor da Atlantes. Trabalho com o mar de Guarapari o ano todo, e digo com tranquilidade: poucas coisas que acontecem aqui se comparam a uma jubarte de 15 metros subindo do azul ao lado do barco. Vou te explicar quando ela aparece, por que vem, e como é o passeio, com a informação que fomos buscar na fonte.
Quando é a temporada de baleias jubarte em Guarapari?
A temporada de baleias jubarte em Guarapari vai de julho a novembro. É quando elas chegam à costa do Espírito Santo, e o pico costuma ser entre agosto e setembro, sendo setembro o mês de maior concentração de baleias na costa capixaba. A Atlantes opera as saídas de observação acompanhando exatamente essa janela.
Quanto mais perto do meio da temporada, maior a chance de ver comportamento de superfície, porque tem mais animais na área e muitos filhotes aprendendo a usar o corpo. Veja o que esperar mês a mês:
Mês
O que esperar no mar
Julho
Começo da temporada, as primeiras jubartes chegando à costa.
Agosto
Alta temporada. Grande concentração de animais e as primeiras mães com filhotes, um dos melhores meses do ano.
Setembro
Pico da temporada: a maior concentração na costa, com mães e filhotes e bastante salto e batida de cauda.
Outubro
Ainda muito bom, mas começa a transição: os primeiros grupos iniciam o retorno para o sul.
Novembro
Fim da temporada, os últimos grupos voltando para o sul.
Por que as baleias jubarte vêm para o Espírito Santo?
As baleias jubarte vêm para o Espírito Santo para se reproduzir. Elas passam o verão se alimentando na Antártida e, no inverno, sobem milhares de quilômetros até as águas quentes do Brasil para acasalar, parir e amamentar os filhotes. A costa capixaba fica bem nesse corredor de migração, e por isso Guarapari é um ótimo ponto de partida para a observação.
A jubarte tem nome científico Megaptera novaeangliae, que quer dizer algo como “grande asa”, por causa das nadadeiras peitorais enormes, que chegam a um terço do corpo. É uma baleia de barbatana: não tem dentes, filtra o alimento da água. O adulto chega a 16 metros e cerca de 40 toneladas. O filhote já nasce com uns 4 metros e mais de 1 tonelada, e mama leite materno ali, no mar aberto, ao lado da mãe.
O que aprendemos no Projeto Baleia Jubarte
O Projeto Baleia Jubarte, hoje Instituto Baleia Jubarte, estuda esses animais no Brasil desde 1987, lá em Abrolhos, na Bahia. Em 2019 eles abriram o Espaço Baleia Jubarte em Vitória, na Praça do Papa, e foi até lá que a gente foi, antes da temporada, com uma ideia simples na cabeça: ninguém entende mais de jubarte no Brasil do que esse pessoal, então é com eles que se aprende a fazer observação direito.
A equipe da Atlantes no Espaço Baleia Jubarte, em Vitória, estudando a rota de migração das jubartes.
Passamos a tarde no museu. Tem painel sobre cada comportamento da baleia, modelos em tamanho real de cetáceos pendurados no teto, a estação de foto-identificação (onde a cauda de cada baleia vira uma espécie de impressão digital) e toda a história da caça à conservação no Brasil. É de arrepiar pensar que a mesma espécie que quase foi extinta pela caça hoje volta todo ano para perto da gente.
A escultura da cauda na entrada do Espaço, na Praça do Papa.Modelos em tamanho real ajudam a entender o tamanho de verdade desses animais.
Saímos de lá com uma certeza que mudou nossa forma de operar: ver baleia não é só achar a baleia. É saber se aproximar sem atrapalhar, reconhecer o que o animal está fazendo e ter biólogo a bordo para ler o comportamento em tempo real. É isso que a gente leva para cada saída em Guarapari.
Os comportamentos que você vai reconhecer no mar
Boa parte do museu é sobre os comportamentos da jubarte, esses movimentos que ela faz na superfície. Saber o nome de cada um muda o passeio inteiro: em vez de só “olha, uma baleia”, você entende o que ela está fazendo. Aqui estão os principais, do jeito que aprendemos lá:
Comportamento
O que a baleia faz
Como parece de longe
Salto (breach)
Joga quase o corpo inteiro para fora e cai de costas.
Uma explosão de água, e você ouve o baque.
Batida de cauda
Bate a nadadeira da cauda na superfície, várias vezes.
Estalos ritmados e muita espuma branca.
Batida de peitoral
Deita de lado e bate a nadadeira peitoral na água.
Um braço branco e enorme batendo de leve.
Espionar (espia)
Sobe a cabeça na vertical, parada, como quem olha em volta.
A cabeça fora d’água, bem devagar.
Borrifo (blow)
A respiração: o jato de ar e vapor quando ela sobe.
Um chafariz baixo. Você ouve antes de ver.
Cauda para cima
Levanta a cauda inteira antes de um mergulho mais fundo.
A cauda saindo da água, aquela foto clássica.
Um dos painéis da exposição, explicando o salto (breach).
Mãe e filhote costumam saltar juntos, e tem quem defenda que o filhote aprende imitando a mãe. Quando isso acontece na sua frente, com biólogo do lado explicando, é difícil esquecer.
Como é o passeio de observação saindo de Guarapari
O passeio de observação da Atlantes sai do cais em Guarapari, dura cerca de 5 horas e tem biólogo a bordo em toda saída. A gente navega até a área onde as baleias estão passando, normalmente a alguns quilômetros da costa, e acompanha o grupo respeitando a distância e o tempo que a lei manda. O biólogo vai contando o que cada baleia está fazendo, então você não só vê, você entende.
É mar aberto, então pode balançar. Leve protetor solar, água, um casaco corta-vento e, se você costuma enjoar, tome o remédio cerca de uma hora antes de embarcar. Crianças a partir de 6 anos podem ir. O encontro é no cais e o embarque é cedo, para pegar o melhor do mar.
Onde fica e como chegar a Guarapari
Guarapari fica no litoral sul do Espírito Santo, a cerca de 50 km de Vitória, a capital. O passeio de observação de baleias sai do cais no Centro de Guarapari, em frente ao Mercado Municipal. O ponto exato de encontro a gente confirma na sua reserva, e o embarque é cedo, por volta das 7h45, para pegar o mar mais calmo da manhã.
Se você vem de fora, o caminho mais comum é chegar por Vitória e descer até Guarapari. Veja o tempo aproximado de cada origem:
De onde você vem
Como chegar
Tempo aproximado
Vitória (e o aeroporto)
De carro pela Rodovia do Sol (ES-060) ou pela BR-101
Cerca de 1 hora
De avião
O aeroporto mais próximo é o de Vitória; de lá, mais ou menos 1 hora de carro
~1 hora do aeroporto
Belo Horizonte
De carro pela BR-262 e depois BR-101
Cerca de 7 a 8 horas
Rio de Janeiro
De carro pela BR-101
Cerca de 6 horas
Uma dica: muita gente se hospeda na própria Guarapari, que tem praia, pousada e estrutura de turismo. Assim você embarca tranquilo no horário, sem encarar estrada na mesma manhã do passeio.
O que levar no passeio de baleia
Protetor solar e boné ou chapéu, porque o sol no mar é forte.
Um casaco corta-vento, que venta bastante no mar aberto.
A bordo já servimos água, refrigerante, frutas e biscoito. Se quiser levar uma bebida ou um lanche extra, fique à vontade.
Se você costuma enjoar, o remédio tomado cerca de uma hora antes de embarcar.
Câmera ou celular com a bateria cheia, de preferência com alcinha no pescoço.
Observação responsável: do jeito que a baleia merece
Observação responsável é o coração disso tudo. A baleia é um animal silvestre, em vida livre, e a gente está visitando a casa dela. Por isso seguimos as normas oficiais brasileiras de observação de cetáceos: mantemos a distância de aproximação, ficamos um tempo limitado perto de cada grupo, não cortamos o caminho do animal e nunca tocamos, alimentamos ou nadamos com as baleias. Quando tem fêmea com filhote, o cuidado é redobrado.
Isso não é burocracia, é o que mantém a baleia voltando todo ano para Guarapari. E foi parte do que fomos confirmar no Projeto Baleia Jubarte: dá para fazer turismo de observação de qualidade sem virar perturbação para o animal.
Da visita ao Projeto Baleia Jubarte: Felipetto, Léo (comandante) e Camilo (oficial de bordo). Saímos com a lição na mão: respeito primeiro, espetáculo depois.
Uma coisa que a gente sempre fala antes de embarcar: a baleia não tem hora marcada. Fazemos todo o esforço para encontrar os animais na temporada, mas é vida selvagem, sem garantia de avistamento. Faz parte. O que a gente garante é uma operação séria, com biólogo a bordo, que respeita o mar e te conta a história certa.
Garanta sua vaga na temporada 2026
As saídas de observação de baleias jubarte da Atlantes saem de Guarapari, de julho a novembro, com biólogo a bordo. As vagas são limitadas por saída, e quem reserva na pré-reserva paga menos. Veja as datas e a condição da temporada na página de reserva.
Perguntas frequentes sobre baleias jubarte em Guarapari
Qual a melhor época para ver baleias jubarte em Guarapari?
A temporada vai de julho a novembro, e o melhor período costuma ser de agosto a outubro, quando há mais animais na costa e muitas mães com filhotes. É quando aparece mais salto e batida de cauda.
Tem garantia de ver baleia no passeio?
Não. As baleias são animais silvestres em vida livre. A gente faz todo o esforço para encontrá-las na temporada, com biólogo a bordo lendo o mar, mas não existe garantia de avistamento, e a eventual não ocorrência não gera reembolso. Na temporada, as chances são boas.
Quanto tempo dura o passeio de observação?
Cerca de 5 horas, saindo do cais em Guarapari. O embarque é cedo, para aproveitar o melhor do mar.
O passeio de baleia dá enjoo? Como evitar?
Pode dar, porque é mar aberto e pode balançar. Se você costuma enjoar, tome o remédio cerca de uma hora antes de embarcar, evite ir de estômago muito cheio ou vazio e fique olhando o horizonte. A maioria das pessoas passa bem.
Crianças podem ir ao passeio de baleia?
Sim, a partir de 6 anos. Menores de 6 anos não embarcam, por ser mar aberto. Crianças de 6 a 10 anos têm valor reduzido.
Quanto custa o passeio de baleia em Guarapari?
Na temporada 2026, a Atlantes está com pré-reserva a partir de R$ 390 por adulto no PIX (condição por tempo limitado, antes da temporada começar). Crianças de 6 a 10 anos pagam menos. Veja o valor atual e as datas na página de reserva.
De onde sai o passeio de observação de baleias da Atlantes?
Do cais em Guarapari, no Espírito Santo. A Atlantes opera no mar de Guarapari desde 1993.
Tem tubarão em Guarapari? A verdade sobre tubarões e mergulho
No dia 8 de junho de 2026, no Dia Mundial dos Oceanos, um grupo de mergulhadores divulgou um vídeo que correu o mundo. Pela primeira vez alguém filmou um tubarão-branco adulto nadando no Mediterrâneo. Virou manchete em todo canto. E quase toda vez que aparece uma notícia dessas, quem está pensando em mergulhar pela primeira vez faz a mesma pergunta: e aqui, será que tem tubarão?
Em Guarapari, a chance de você esbarrar num tubarão perigoso durante o mergulho é pequena. O Espírito Santo inteiro não tem um único registro oficial de ataque de tubarão a uma pessoa. Nenhum, em toda a história do estado.
0 ataques de tubarão a pessoas com registro oficial na história do Espírito Santo.
Eu vivo disso. A Atlantes trabalha com mergulho em Guarapari desde 1993, e nesse tempo eu já levei para a água milhares de pessoas, muita gente fazendo o primeiro mergulho da vida. Eu mesmo já deitei no fundo do mar, de boa, no meio de um cardume de tubarões. A foto que abre o texto é isso, sem montagem. Foi em Revillagigedo, no Pacífico mexicano, um dos melhores lugares do planeta para mergulhar com tubarão, e não em Guarapari. Daqui a pouco eu volto nessa diferença, porque ela importa.
Aqui em casa é mais tranquilo ainda. O que as pessoas encontram nos nossos pontos é cardume de xareu fechando o azul, polvo trocando de cor na toca, peixe-anjo-rainha no costão, vez ou outra uma raia passando rente ao fundo. Não tem nada ali para ter medo.
Mas eu sei que o medo é real, e ele merece uma resposta de verdade, com número e com biologia. Vou explicar com calma.
O tubarão-branco do Mediterrâneo: por que virou notícia
Vale entender por que aquele vídeo foi parar em todo lugar. Não foi ataque nenhum, foi uma raridade científica. Uma equipe de mergulhadores técnicos estava tirando redes de pesca abandonadas de um naufrágio no Estreito da Sicília, aquelas redes fantasma que ficam matando bicho marinho por décadas, e o tubarão-branco apareceu no meio do trabalho. Foi a primeira vez que filmaram um adulto da espécie no Mediterrâneo.
Olha o cenário onde isso aconteceu: outro continente, mar aberto, profundidade de trabalho, mergulhadores técnicos fazendo conservação. Não tem nada parecido com um batismo em Guarapari, num passeio de barco de um dia, com instrutor do seu lado o tempo todo. Ninguém ali estava em perigo. O que chamou atenção foi a sorte de ver o bicho de perto.
Tem tubarão em Guarapari?
A resposta honesta é que existem tubarões na costa do Espírito Santo, como existem em quase todo litoral do mundo. Um levantamento já encontrou cerca de 12 espécies por aqui. Só que ter tubarão na costa é bem diferente de ter perigo no seu mergulho. As espécies que de fato chegam perto da praia costumam ser pequenas, de uns 50 centímetros a 1 metro, comem bicho miúdo e não têm o menor interesse em gente.
Nos pontos onde a gente mergulha, o tubarão que mais aparece é o cação-viola, e ele nem é tubarão de verdade, é parente das raias. Vive achatado no fundo de areia e foge de qualquer movimento. Fora ele, o que tem são as raias, a raia-prego, a raia-chita, de vez em quando uma raia-manta de passagem.
Tubarão de verdade, dos maiores, é raro por aqui, mas não é zero. Uma vez, num mergulho em Guarapari, a gente cruzou com um tubarão-lixa, que é um tubarão de fundo, calmo, daqueles que ficam parados embaixo de uma pedra. A gente filmou, e até hoje é um dos mergulhos mais marcantes que tive na cidade.
E aqui eu vou ser sincero, mesmo que soe estranho vindo de um instrutor: a gente até gostaria que aparecesse mais. Mergulhar com tubarão é um dos melhores programas que existem, e eu viajo o mundo atrás disso. Foi assim que fui parar em Revillagigedo, naquela foto lá de cima. Em Guarapari é raro, e para quem mergulha isso é mais uma pena do que um alívio. Quando aparece um, é festa no barco.
Um cardume de tubarões-martelo em Revillagigedo, no Pacífico mexicano. É atrás de cenas como essa que a gente viaja o mundo.
Em qualquer encontro desses, a regra é a mesma e vale para tudo que é vivo lá embaixo: não toca, não persegue, deixa quieto. Você olha e ele segue a vida.
Então tubarão ataca mergulhador?
Tem uma coisa que quase ninguém comenta. Mergulhador praticamente não entra na conta dos ataques. Nos pouquíssimos casos que acontecem, a pessoa quase sempre está na superfície. Surfista e banhista se mexem, batem perna, espirram água, e visto de baixo isso pode lembrar um animal em apuros para um tubarão curioso, que enxerga mal. O mergulhador faz o contrário. Fica embaixo, respirando devagar, soltando bolha, parado na paisagem. Não lembra presa nenhuma.
Os números ajudam a botar o medo no lugar. No Brasil inteiro, de 1931 até hoje, são 89 ataques espontâneos registrados. No mundo todo dificilmente passa de 100 por ano, contra bilhões de banhos de mar. E a maior parte dos casos brasileiros se concentra na região de Recife, por motivos específicos daquele pedaço de litoral que não têm nada a ver com Guarapari.
Comparando com o que assusta de verdade
Você corre muito mais risco no trânsito, indo para a praia, do que dentro d’água por causa de tubarão. O mergulho recreativo com acompanhamento é uma das formas mais controladas de estar no mar. Equipamento conferido, instrutor do lado, profundidade limitada e conversa antes de descer. O perigo do filme fica no filme.
O medo que o cinema vendeu x o risco real
Botando lado a lado o que a gente sente e o que os dados mostram, a diferença fica clara.
O que o medo diz
O que os números dizem
Tubarão caça gente
Menos de 100 ataques por ano no mundo inteiro, contra bilhões de banhistas
Toda praia esconde um perigo
Espírito Santo: 0 registro oficial de ataque na história
Mergulhar é se oferecer de isca
Mergulhadores quase nunca são alvo; os raros casos são na superfície
Se aparecer, é tragédia certa
Brasil: 89 casos somando quase um século (1931 a hoje)
Os de Guarapari são perigosos
As espécies costeiras comuns têm cerca de 1 metro e comem bicho miúdo
De onde vem todo esse medo
Se os números são esses, por que a gente gela só de pensar? Por causa do cinema. Em 1974 saiu o livro Jaws, do Peter Benchley, e em 1975 o filme Tubarão, do Spielberg, pegou o bicho e transformou no vilão do oceano. Uma trilha de duas notas e uma barbatana cortando a água assombraram gerações. Só que aquilo era ficção, feita para dar medo, não para retratar a realidade.
E a gente paga essa conta até hoje. O tubarão é um dos animais mais importantes e mais ameaçados do mar, e o pânico que herdamos do cinema acaba atrapalhando mais a proteção dele do que ajudando alguém. Quem mergulha aprende isso rápido.
Eu já sentei para falar disso num podcast, e o nome que ficou diz tudo: Hollywood te enganou a vida inteira sobre tubarões. Nesse papo eu conto a verdadeira causa por trás dos poucos incidentes no Brasil, como os de Recife, e o culpado talvez não seja quem você imagina. Se quiser ouvir, o trecho está aqui.
O melhor jeito de perder o medo é entrar na água com quem conhece.
No batismo da Atlantes você conhece o mar de Guarapari com um instrutor junto de você o tempo todo, sem precisar saber nadar e sem nenhuma experiência. É o caminho mais seguro de ver tudo isso com os próprios olhos.
Guarapari é chamada de Capital Nacional da Biodiversidade Marinha, e isso não é conversa de folheto. São centenas de espécies catalogadas nos costões e cabeços da região. No mergulho, o que costuma chamar mais atenção é o cardume de xareu girando no azul, o dentão vermelho, o polvo trocando de cor, o peixe-anjo-rainha, a garoupa parada vigiando o vão de uma pedra. Em alguns dias aparece uma tartaruga ou um golfinho, mas isso é sorte do dia, nunca promessa.
E nada disso é no improviso. Antes de descer tem conversa, equipamento conferido, profundidade dentro do limite e instrutor acompanhando cada passo. O mar de Guarapari não é para ter medo, é para conhecer com calma, e quem te apresenta a ele há mais de 30 anos é a gente.
Perguntas frequentes
Tem tubarão em Guarapari?
Existem tubarões na costa do Espírito Santo, como em quase todo litoral, mas as espécies que aparecem perto da praia costumam ser pequenas e inofensivas. Nos pontos de mergulho da Atlantes, o mais comum é o cação-viola, que é parente das raias. Um tubarão maior, como o tubarão-lixa, já foi avistado num mergulho em Guarapari, mas é raro. O Espírito Santo não tem nenhum registro oficial de ataque de tubarão a pessoas.
É perigoso mergulhar com tubarão por perto?
Cruzar com um tubarão num mergulho é raro em Guarapari, e mesmo quando acontece o risco é mínimo, desde que você não toque nem persiga o animal. A regra é observar e não mexer. Mergulhadores quase nunca são alvo, porque ficam embaixo d’água, calmos, sem imitar a movimentação de presa que acontece na superfície.
Pode aparecer um tubarão no meu batismo de mergulho?
A chance é pequena. O batismo acontece em pontos rasos e protegidos, com profundidade limitada e instrutor ao seu lado o tempo todo. O que você provavelmente vai ver são cardumes, peixes coloridos de costão, polvos e, com sorte, uma raia. Não é o tipo de cena de filme de tubarão.
Tubarão ataca mergulhador?
Quase nunca. Os raros ataques no mundo envolvem principalmente surfistas e banhistas na superfície, cuja movimentação agitada pode confundir um tubarão curioso. O mergulhador fica embaixo, respirando calmo, e acaba virando parte da paisagem. No Brasil são 89 casos registrados de 1931 até hoje, a maioria longe do Espírito Santo.
Quais tubarões existem no litoral do Espírito Santo?
Levantamentos já encontraram cerca de 12 espécies de tubarão na região, mas as costeiras comuns são pequenas, em torno de 1 metro, e comem animais miúdos. Nos pontos da Atlantes, o tubarão que aparece é o cação-viola, inofensivo. Tubarões maiores eventualmente passam por pontos afastados, sem oferecer risco a quem não os manuseia.
O que eu realmente vou ver num mergulho em Guarapari?
Guarapari é a Capital Nacional da Biodiversidade Marinha, com centenas de espécies catalogadas. O mais comum é ver cardumes de xareu e dentão, polvos, garoupas, peixe-anjo-rainha, raias e a fauna colorida dos costões. Tartaruga e golfinho aparecem de vez em quando, como sorte do dia, nunca como garantia.
Por que Guarapari é menosprezada? A verdade sobre a capital nacional da biodiversidade marinha
A verdade em 4 pontos
Guarapari é oficialmente a capital nacional da biodiversidade marinha. Lei 15.004/24, sancionada em 2024. Feito.
A lei veio de um projeto de deputada (Dra. Soraya Manato), passou no Congresso e no Senado com apoio de direita e esquerda antes de chegar a Lula. É ciência, não é política.
Mais espécies de peixes catalogadas que Abrolhos e Fernando de Noronha. Comparação científica, não achismo.
Guarapari tem praias, cachoeiras, montanhas e o melhor mergulho do Brasil. Mas toma crítica por política, por inveja ou por simples ignorância.
A gente postou um vídeo: “Mergulhar em Guarapari é melhor que Noronha”. Baseado em dados reais, em lei sancionada, em reconhecimento científico. O vídeo viralizou. E aí veio isso:
“Fake título”. “Praia feia”. “Lula roubou”. Os comentários são reais. As respostas também.
RA
renoalmanativa
@renoalmanativa
“Depois de tentar roubar a moqueca da Bahia, agora o título de Noronha, mas espera, que ainda tem Abrolhos na frente kkkkkk”
Resposta Felipetto
Você citou Abrolhos. Guarapari tem mais espécies de peixes catalogadas que Abrolhos. É levantamento científico, não pressão eleitoral. A pesquisa de fauna aqui tem décadas de acúmulo. Sobre “roubar” a moqueca: moqueca é capixaba, o resto é peixada. E faz as contas: os indígenas não conheciam dendê. O dendê chegou com os africanos. A moqueca capixaba é a original. A baiana veio depois.
LC
leandrocalixto
@leandrocalixto
“Parei de ver quando disse quem assinou. A não ser q esse aí tenha feito Biologia no xadrez.”
Resposta Felipetto
Esse comentário resume bem o problema. Você parou de processar a informação pela origem política da sanção, não pelo conteúdo científico. A lei foi proposta por uma deputada eleita, passou pela Câmara e pelo Senado, e é fundamentada em décadas de pesquisa de fauna marinha documentada. Nada disso muda dependendo de quem assinou.
DN
diass.ndaniel
@diass.ndaniel
“Guarapari é ‘bom’, porém, Noronha é outro nível. Esses títulos, é igual o gazeta empresarial, se vc pagar, ganha o título mesmo sendo ruim. Aiai, firula.”
Resposta Felipetto
Quanto custa comprar um título de lei federal? Você está dizendo que alguém pagou uma deputada, a Câmara dos Deputados, o Senado e depois o presidente. Tudo isso pra titular uma cidade de mais de 120 mil habitantes no Espírito Santo, fora do radar nacional. Ou, opção dois: a biodiversidade de Guarapari é real, comprovada, e merecia o reconhecimento. Escolha a sua.
MD
merinho_dive
@merinho_dive
“Post tendencioso. Mas ai tá explicado, quem fez o post foi uma operadora de mergulho local. Quem quiser fazer mergulho meia boca pode ir pra Guarapari. Quem quiser fazer mergulho de verdade pode ir pra Noronha. Até Recife ganha de Guarapari.”
Resposta Felipetto
Você acertou numa coisa: sou operadora local. Conheço cada ponto, cada metro de recife dessa cidade há mais de 30 anos. “Tendencioso” seria eu ignorar a pesquisa. Guarapari tem mais espécies de peixes recifais catalogadas do que qualquer arquipélago comparado no Brasil. Isso não é minha opinião. É resultado de levantamentos científicos acumulados. Pode discordar de mim. Não pode discordar da ciência.
MB
m_barreto
@m_barreto
“Única coisa boa de Guarapari é a moqueca. Kkkkkk. Praia feia. Mar feio.”
Resposta Felipetto
“Mar feio.” Dois navios afundados com mais de um século de vida marinha entre eles, os maiores recifes artificiais do sul do Brasil. Mas tudo bem.
Esses comentários são reais. Vieram do Instagram, palavra por palavra, sem editar. Agora vou além das respostas curtas. Cada argumento desses merece um desmonte completo.
A lei não é de Lula. É de uma deputada. E passou por direita e esquerda.
A lei é de autoria da ex-deputada federal Dra. Soraya Manato, do Espírito Santo. Uma deputada eleita, não um indicado do governo. Um projeto de lei que nasceu lá, que circulou no Congresso, que passou pela Câmara dos Deputados, que chegou no Senado e recebeu parecer favorável do Senador Fabiano Contarato (PT-ES) na Comissão de Meio Ambiente, com apoio de políticos de esquerda e de direita. E aí, depois de toda essa aprovação, o projeto chegou no Lula para sanção.
Significa que a lei não foi ideia da gestão Lula. Foi ideia de uma deputada capixaba. Significa que políticos de direita e de esquerda concordaram com o reconhecimento. E significa que, se Lula fosse usar “política” pra favorecer uma região, escolheria uma capital nordestina com 3 milhões de votos, não uma cidade de mais de 120 mil habitantes numa praia do Espírito Santo, fora do radar político nacional. Guarapari não é aposta eleitoral de ninguém. É só um lugar com mais peixes do que você jamais viu na vida.
Guarapari não é voto. Guarapari é biodiversidade. A diferença é enorme.
A biodiversidade que ninguém quer comparar
Tem uma comparação científica que circula faz tempo e que a maioria do Brasil ignora: a diversidade de fauna de peixes em Guarapari foi levantada, documentada e comparada com os maiores arquipélagos do país. Fernando de Noronha. Abrolhos. Os lugares que aparecem em revista de luxo. Guarapari ficou por cima dos dois. Mais espécies catalogadas do que qualquer arquipélago comparado. Não é achismo. É ciência. É levantamento. É fato.
Ora, se você não acredita em dados científicos apresentados em congresso, o problema não é a informação. É você.
Guarapari tem tudo. Praias, cachoeiras, montanhas. E o melhor mergulho.
Agora deixa eu te mostrar o outro lado. A gente não vem aqui só pra dizer “vocês estão errados”. A gente vem aqui pra mostrar por que Guarapari é incrível de verdade.
A cidade é um poço de biodiversidade terrestre e marinha. Tem praias selvagens. Tem cachoeira que desce direto no mar. Tem montanha dentro da cidade. Tem recife artificial e shipwreck. Tem a maior diversidade de fauna de peixes do Brasil segundo levantamento científico. Tem mergulho tão bom que a gente prova, e continua provando, que é melhor que Noronha.
E mesmo assim, gente zomba. Faz piada. Acha que é mentira. Acha que é política. Acha que é propaganda.
A gente tira a educação daqui, cara. Uma coisa é você não saber que Guarapari é incrível. Outra coisa é você saber e achar que é propaganda.
Reportagem TVGuarapari na TV: a capital da biodiversidade marinha que a internet ignorou
Guarapari tem tudo numa cidade só. Praia selvagem, montanha, mergulho topo. E ainda vem gente zombar.
A boa notícia: essa verdade não depende de você acreditar
Aqui vem a coisa mais bonita dessa história toda. A biodiversidade em Guarapari não precisa de sua aprovação pra existir. A fauna marinha continua ali, no fundo do mar, vivendo sua vida, independente de você achar que é verdade ou não. A lei continua válida. A ciência continua sendo ciência. E a gente continua aqui formando mergulhador pra explorar um lugar que a maioria do Brasil acha que é “um bueiro”.
Sabe qual é o ganho real disso tudo? Quando você vem aqui, mergulha, vê com os próprios olhos o recife, toca a vida marinha que fica aqui do lado da praia, e depois volta pra casa dizendo “cara, isso é real, eu vi”. Essa é a conversa que importa. Não o comentário de internet de gente que nunca esteve aqui.
Quer ver a biodiversidade de Guarapari com seus próprios olhos?
E aqui vem a parte que faz diferença de verdade. Você é um leigo total em mergulho? A gente tem batismo. Você quer aprender com certificação? Open Water, Advanced, tudo que é curso técnico. Você é mergulhador já, quer explorar Guarapari? mergulho em caverna, mergulho profundo, passeio de jubarte, tudo isso a gente oferece. Você quer entender mais sobre as praias, as montanhas, o que tem pra ver em terra firme? Tem guia de praias pronto pra download, com mapa, com dicas, com tudo que você precisa saber pra não cair numa armadilha de turismo infame.
Guarapari real: recife artificial, navio submerso desde 1903, e caverna. Tudo isso num destino que a maioria do Brasil nunca viu.
Perguntas frequentes sobre Guarapari e biodiversidade
Guarapari é realmente a capital da biodiversidade marinha do Brasil?
Sim. Lei 15.004/24 reconhece oficialmente Guarapari como capital nacional da biodiversidade marinha. O título vem de levantamento científico que comparou a diversidade de fauna de peixes em Guarapari com outros arquipélagos do Brasil (Abrolhos, Fernando de Noronha) e constatou que Guarapari tem mais espécies catalogadas que qualquer um dos dois.
Lula criou essa lei ou foi algo que já existia?
Lula sancionou a lei, mas não a criou. O projeto de lei (PL 4258/21) foi de autoria da ex-deputada federal Dra. Soraya Manato, do Espírito Santo. O PL passou pela Câmara dos Deputados, chegou ao Senado com parecer favorável do Senador Fabiano Contarato (PT-ES) na Comissão de Meio Ambiente, e aí foi sancionado. A lei é resultado de processo legislativo normal, não de decisão de governo.
Mergulhar em Guarapari é realmente melhor que em Fernando de Noronha?
Do ponto de vista de biodiversidade, sim. Guarapari tem mais espécies de peixes catalogadas que Noronha. A questão de “melhor” depende do que você quer: infraestrutura, conforto, exclusividade, cenário. Guarapari ganha em biodiversidade pura. Noronha ganha em “vibe de revista”. Ambos são excelentes para mergulhar.
Guarapari é segura para mergulhar?
Sim. Como em qualquer recife, existem predadores naturais (tubarões, moréias). Respeitando o ambiente e seguindo orientação de instrutor habilitado, o mergulho em Guarapari é tão seguro quanto qualquer outro. O instrutor conhece os pontos, as condições, e a fauna local. A biodiversidade que a gente menciona inclui respeito mútuo com o ambiente subaquático.
Qual é a melhor época para mergulhar em Guarapari?
Guarapari tem mergulho o ano todo. Verão (dezembro-março) é quente e com mais visitantes. Inverno (junho-agosto) é mais frio, melhor visibilidade. A melhor época depende da sua preferência pessoal. Consulte um instrutor local para saber quais pontos estão melhores em cada estação.
Preciso de certificação para mergulhar em Guarapari?
Depende do tipo de mergulho. Para batismo (sem certificação), a gente supervisa totalmente. Para mergulhos autônomos em recife aberto, você precisa de certificação Open Water no mínimo. Para mergulho profundo e caverna, certificações específicas. A Atlantes oferece todos os cursos.
Guarapari tem hotel, restaurante, e estrutura turística?
Sim. Guarapari é uma cidade praia de porte médio (mais de 120 mil habitantes), com hospedagem, alimentação, comércio. A estrutura é menor que Noronha ou Jericoacoara, mas é completa. Tem desde pousada barata até resort, desde lanchonete até restaurante sofisticado. E tem as praias selvagens para quem quer se afastar da zona de conforto.
Como faço para conhecer Guarapari e mergulhar?
A Atlantes oferece batismo (sem experiência prévia), cursos de certificação (Open Water, Advanced, Nitrox, Caverna, Trimix), e passeios exploratórios (navio, caverna, jubarte). Comece por uma conversa com a gente no WhatsApp. Não há compromisso. Explique seu nível e o que você quer fazer, e a gente desenha um caminho pra você.
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